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sexta-feira, 3 de maio de 2013

A dor que dói mais

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade..."
 

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


Martha Medeiros (1961) é escritora gaúcha.
A dor que dói mais 
foi publicado originalmente em 20 de Julho de 1998
na extinta coluna assinada por ela no site "Almas Gêmeas".
Circula desde então pela internet falsamente atribuído a
Luis Fernando Verissimo, Arnaldo Jabor e Miguel Falabella.

- Presente de Larinha -

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Descubra suas 'gestalts abertas'

Você não sabe o que é gestalts? Vai ouvir falar...

Não tenho tempo para nada! Como vou arranjar tempo para fazer isto? Estou esgotado! Estou estressado! Essas queixas e outras semelhantes parecem familiares a você? São comuns a muitas pessoas hoje em dia.

Utilizar produtivamente nosso tempo é um problema para a maioria de nós: trabalho, família, estudo, vida social, esporte, lazer, cidadania e outras áreas de atividades requisitam continuamente nosso tempo. Às vezes nos parece que as 24 horas do dia não são suficientes para fazermos tudo o que necessitamos. E isto nos esgota.

Por vezes, iniciamos várias atividades e, por alguma razão, não as conseguimos concluir. Nos sentimos amarrados, sem produtividade. Estamos aparentemente fazendo muitas coisas, mas o resultado é frustrante... E nos sentimos esgotados, sem energia.

A psicologia da Gestalt pode nos ajudar, de forma simples e intuitiva, a compreender porque isto acontece e como podemos ser mais produtivos sem nos cansarmos tanto.

Gestalt (pronuncia-se guestalt) é uma palavra de origem alemã que pode ser traduzida aproximadamente como 'forma total' ou 'forma global'. A psicologia da Gestalt enfoca as leis mentais - os princípios que determinam a maneira como percebemos as coisas.

Podemos ter uma compreensão intuitiva de uma das leis básicas da Gestalt por meio das figuras abaixo.


Atividades não completadas no cotidiano consomem energia e podem provocar estresse.

A maioria das pessoas quando solicitadas, de surpresa, a dizerem rapidamente que figuras são estas, dirão que são um triângulo e um círculo. Mas estarão erradas. Triângulo e círculo são figuras fechadas e estas são abertas. Segundo a psicologia da Gestalt, este engano ocorre por duas razões básicas:

- Tendemos a perceber as coisas de maneira global num primeiro momento;

- Tendemos, inconscientemente, a fechar gestalts abertas, isto é, a concluir ou fechar figuras ou objetos que achamos que estão incompletos.

Esta segunda razão é a base de uma maneira mais produtiva de utilizarmos nosso tempo.

Comecemos com um exemplo: vamos imaginar que, querendo ficar em forma, perder a barriga, nos inscrevemos numa academia de ginástica. Começamos com entusiasmo e depois, por falta de vontade ou 'falta de tempo', vamos espaçando as vezes que a freqüentamos, até pararmos. Contudo, não abandonamos o nosso sonho de ficar em forma, 'justificando' para nós mesmos e para os outros que, quando tivermos tempo, voltaremos a freqüentar a academia e ficaremos em ótima forma! Este sonho ou projeto de ficar em forma, enquanto não concluído ou claramente abandonado, é uma gestalt aberta que continua nos puxando energia.

Se além desta gestalt aberta, tivermos muitas outras, como por exemplo, o curso de inglês que queremos fazer, mas protelamos, a viagem com que sonhamos continuamente e nunca nos mobilizamos de fato para realizá-la, a construção de uma casa de campo, a reorganização dos arquivos do escritório ou a arrumação do 'quarto de despejo' (“qualquer dia destes eu dou um jeito nisto”), nosso nível de energia pessoal disponível diminui. Isto porque cada gestalt aberta nos requisita continuamente energia para fechá-la.

Quanto mais gestalts abertas tivermos, menos energia psíquica teremos disponível, causando aquela sensação de cansaço, stress, dificuldade de tomar decisões.

© Leonel Vieira
psicólogo clínico e organizacional.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Escravo

Um escravo,  tendo sido criado sob o estudo da espiritualidade,  tornou-se de grande valor para o seu senhor,  por causa da sua honradez e bom comportamento; tanto, que seu senhor o elevou a uma posição de importância, isto é,  administrador das suas fazendas.
Numa ocasião, o seu senhor desejou comprar mais vinte escravos, e mandou que o novo administrador os escolhesse,  dizendo que queria os mais fortes,  e os que trabalhassem melhor.
O escravo foi ao mercado e começou a sua busca;  fixou a vista num velho e decrépito escravo,  e disse ao senhor que  aquele havia de ser um dos escolhidos.
O senhor ficou surpreendido com a escolha,  e não queria concordar,  sem entender nada o pobre velho pediu que fossem indulgentes com ele.
O negociante então,  disse que se eles comprassem vinte,  daria o velho de graça.
A compra,  portanto,   foi feita,  e os escravos foram levados para as fazendas do seu novo senhor;  mas o antigo escravo tratou o velho decrépito com muito mais cuidado e atenção do que a qualquer dos outros.
Levou-o para sua casa, dava-lhe da sua comida, quando tinha frio, levava-o para o sol, quando tinha calor colocava-o debaixo das arvores de cacau,  a sombra.
Admirado das atenções que o seu antigo escravo dispensava a um outro escravo,  seu senhor lhe perguntou por que fazia isso.

 Decerto não se interessaria tanto por ele sem ter algum motivo especial:
 - É teu parente,  talvez teu pai?
O pobre escravo respondeu:
 - Não senhor não é meu pai.
 - É então o teu Irmão mais velho?
 - Não senhor não é meu irmão.
 - Então é teu tio ou outro parente?
 - Não tenho parentesco algum com ele,  nem mesmo é meu amigo.
 - Então,  perguntou o seu senhor,  por que motivo tens tanto interesse por ele?
 - Ele é meu inimigo,  senhor,  respondeu o escravo,  vendeu-me a um negociante,  mas aprendi nos ensinamentos do Mestre que devemos perdoar os nossos inimigos e que quando o teu inimigo tiver fome,  dá-lhe de comer,  e quando ele tiver sede,   dá-lhe de beber...

E esta é a oportunidade que tenho de colocar meus aprendizados em prática.

- Autor desconhecido -

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Apenas um Instrumento


Há muito tempo eu me faço essa pergunta
Me diz.... Qual a importância da aparência?
Será que o corpo é a razão da existência?
E a alma não passa de algo banal?
Desde a infância
Eu me pergunto a mesma coisa
Será que a roupa tem maior valor?
Será que o nosso espírito tem cor?
E o que usamos é o essencial

Fique certo de que eu não sou o que vês
Não se iluda nem se prenda a bobagem
Pois seja ouro, ferro, cobre ou manganês
A matéria não passará de roupagem
O nosso corpo é apenas o instrumento
E se o temos é preciso trabalhar
Porém não se esqueça de olhar pra dentro
Pois de bem com a alma devemos estar

Ta lá dentro, tá no fundo isso eu sei
tá na alma, onde os olhos não vêem

tá lá dentro, tá no fundo isso eu sei
tá na alma, onde os olhos não vêem

Fique certo de que eu não sou o que vês
Não se iluda nem se prenda a bobagem
Pois seja ouro, ferro, cobre ou manganês
A matéria não passará de roupagem
O nosso corpo é apenas o instrumento
E se o temos é preciso trabalhar
Em prol do bem
Porém não esqueça de olhar pra dentro
Pois de bem com a alma devemos estar
Tá lá dentro, tá no fundo isso eu sei
Tá na alma, onde os olhos não vêem

O verdadeiro valor tá na essência
Não, não se deixe levar pelas aparências


- Vibrações Rasta -

sábado, 20 de outubro de 2012

5 maneiras de saber quando é hora de se casar

Dias, meses, anos de namoro, todo mundo perguntando quando será o casamento. E quando de fato vai chegando a hora, as pergunta mais frequente é: como posso saber com certeza que essa é a pessoa escolhida?
Bem, se você quiser evitar as grandes dores de cabeça e arrependimentos, é preciso ter sempre em mente 5 coisinhas…
 
5 – Vocês não tem que impressionar um ao outro
 
Se você tentar domesticar 49 gatos vadios e todos eles fincarem suas garras em seu antebraço, você vai supor que o 50° também vai. Mesmo que ele ronrone e se esfregue em seus tornozelos, você enterra suas mãos em seus bolsos, se protegendo.
Desde que a maioria de nós passou a não encontrar o “verdadeiro amor” na primeira experiência, estamos amaldiçoados a suportar tentativa após tentativa de se conectar com as pessoas que nós normalmente não permitiríamos nem que entrasse no nosso carro – muito menos no nosso espaço emocional.
Depois de um tempo, aprendemos que o namoro é igual a dor… e os indivíduos tendem a se desligar emocionalmente para evitar a dor. Eles constroem uma versão falsa de si mesmos para começar namoros, aprendem a fingir uma maneira de jogar conversa fora.
O problema é que se você se constrói um muro para cada pessoa que você encontrar, as chances de passar por cima do que é realmente compatível com você está perto de 100%.
É sempre possível sentir a desconexão, fria e morta, por trás de uma conversinha espirituosa. Tudo é apenas uma atuação. Permitimos os outros na varanda, mas se querem ver a sala, precisam olhar através das janelas.
 
Tente isto: existem várias maneiras de fazer isso, mas o resultado tem que ser o mesmo: chegar a um ponto onde você pode compartilhar as piores partes de si mesmo e não julgar a outra pessoa quando ela fizer o mesmo.
É por isso que encontro na internet funciona tão bem para algumas pessoas – é realmente mais fácil ser aberto e honesto com uma pessoa sem rosto. Para outras pessoas, namorar alguém que já era um amigo de verdade funciona – não há necessidade de fingir que você é o que não é. Ou, talvez a solução seja só namorar alguém tempo suficiente para que as barreiras caiam todas, uma a uma, contra a sua vontade.
Obviamente que não funciona da mesma maneira para todo mundo – não há dúvidas de que existem caras que conhecem meninas em baladas e afins que, ao longo do tempo, derrubam as barreiras e começam a ser realmente honestos com a pessoa que ele se relaciona sexualmente. E vice-versa. O ponto é que é preciso passar a fase em que a relação depende inteiramente de quão bem você consegue esconder sua falha do outro.
Claro que isso envolve uma certa quantidade de confiança, o que significa que…
 
4 – Você precisa aprender a confiar
 
A coisa mais normal do mundo é ver amigos terem acessos de ciúme porque sua esposa foi às compras 45 minutos atrás e normalmente só leva 43 minutos. “Ela deve estar com alguém”, dizem. Mesmo depois que ela volta com um carro cheio de mantimentos e um recibo datado, eles só sentem o cheiro de outro homem nela.
Usar maquiagem diferente, um novo perfume antes de sair, um vestido novo… pronto. O ciúme manda até trocar de roupa. E não adianta procurar argumentos. A resposta é sempre a mesma: Eu não confio em você.
 
Tente isto: Não nascemos com a capacidade de confiança – quando bebê, você gritou, chorou e esperneou quando sua mãe saiu do quarto, com medo que você tivesse sido abandonado. A confiança é algo que se aprende.
Quando não se tem motivos para confiar em alguém nos anos mais jovens, a posição que se assume é a pior. Ele está trabalhando até tarde? Sim, trabalhando com uma mulher! Ela disse que vai sair para comer com os amigos? Mas como sair para comer com aquela roupa apertada! E normalmente não tem nada a ver com isso.
Quando alguém descobre como todo mundo tem sua roupa suja, desconfia sempre. Mas se a vida é tão compartilhada assim, não é possível esconder alguma coisa, mesmo que se queria. Você ganha confiança e confia na sua companhia.
E nada de fazer comentários contando uma história sobre como uma vez a sua desconfiança valeu a pena. Afinal, se a desconfiança existe, o relacionamento dá errado de qualquer forma. Ou eles não são dignos de confiança de fato, ou você não está seguro o suficiente para baixar a guarda.
 
3 – Vocês precisam ser amigos (em algum ponto)
 
Quando somos jovens, normalmente costumamos pensar que é impossível ser amigo de alguém que você está namorando. A amizade deve matar o romance, certo? A amizade é fazer besteiras e se divertir juntos e o romance é fazer sexo, não??
Mas, quando crescemos, percebemos que todo relacionamento bem sucedido tem este ponto em seu núcleo: se você tira a ligação romântica, essas duas pessoas ainda podem sair como se nada tivesse mudado.
De certo modo, muita gente não consegue ter amizade com quem tem uma relação romântica. Porque gostam de falar o que os outros querem ouvir, fazer o que os outros querem fazer, porque modificam seu senso de humor para parecer mais aceitável. Em vários níveis a ligação fica artificial.
 
Tente isto: Você não pode fazer um relacionamento funcionar a menos que você realmente goste da companhia do outro para além do sexo. Se isso soa como um conselho óbvio, então você não percebe que um grande número de casais esquece disso antes de fazer a compra das alianças.
E não pense que desfrutar da companhia do outro significa uma adoração sem fôlego, em que você acha que ele é um deus mágico, e sente borboletas intestino cada vez que ele passa. Canções pop são assim. Se você ainda acredita nisso, vai tratar pessoa como trataria uma celebridade, projetando na pessoa real uma fantasia que vive em sua cabeça. Qualquer um que diga que ainda sente as borboletas após 50 anos de casamento precisa ver um cardiologista, porque há alguma coisa errada.
Isso não quer dizer que ambos precisam ser amigos primeiro para depois entrar no relacionamento – isso pode dar muito errado, com a menina achando que tem um bom amigo do sexo masculino e o cara achando que está avançando cada vez mais. E esse tipo de amizade pode não dar certo porque ambos têm intenções diferentes. Mas também pode ser uma saída.
O que as pessoas tem que tirar da cabeça é que amizade e relacionamento são coisas opostas. Existem sabores diferentes de amizade que podem, inclusive, serem permeados por sexo. Talvez precise de um termo menos clínico para isso, mas é essencial que se tenha “compatibilidade”. Chame do que for, essa conexão é o núcleo do relacionamento. Não o sexo, não o romance. E também não só a capacidade de tolerar uns aos outros. Mas a compatibilidade.
 
2 – Nenhum de vocês tem dívidas para com o outro
 
Soa superficial dizer que as finanças tem o segundo papel mais importante em um casamento – os tipos mais românticos diriam que, se seu amor era tão frágil que o dinheiro poderia quebrá-lo, talvez ele estivesse condenado desde o início. Mas é preciso ser bem realista…
Pense você em um emprego ruim, seu parceiro desempregado. Terceiro filho acaba de nascer e não existem mais amigos para emprestar dinheiro suficiente para manter a eletricidade. Parece um extremo de vida, mas se você não tiver ideia do orçamento que tem e só se preocupar com a cerveja na geladeira, isso é muito fácil de acontecer.
E não é a casa caindo aos pedaços e carro feio que pressionam o relacionamento, mas o estresse. Argumentação constante, discussões de relação, atribuição de culpa.
O dinheiro traz toda a desconfiança em foco, suspeita constante de que o outro não está fazendo o esforço que deveria, carregando seu fardo.
 
Tente isto: Carregar seu fardo. Esse é o problema. Não imagine a relação como duas pessoas puxando uma carroça. É como duas pernas carregando uma pessoa.
Se você quebrar um dedo do pé, as pernas não têm argumento sobre o fato de que uma delas força a outra a mancar. Elas simplesmente mudam seu passo e seguem em frente.
É bem difícil pensar na teoria das duas pernas. Se você está trabalhando e outro não, ou se você está trabalhando mais horas, rapidinho começa a pensar que o dinheiro é mais seu, como você é o chefe de família e como o outro tem que dar satisfação para cada centavo que gasta.
Ou você pode entrar de fato na matemática: você leva para casa R$ 500 por semana e seu companheiro leva R$ 300. Suas contas são de R$ 600. Então, já que você está usando tudo na casa da mesma forma, você divide as contas no meio, R$ 300 cada. Agora o outro não tem nada e você tem R$ 200 sobrando, que você mostra para ele, juntando as notas, esfregando em seu nariz e cheirando profundamente. “Mmmmm… amo o cheiro de dinheiro, doce, doce. Aposto que você gostaria de ter algumas notas”.
É aí que o dinheiro destrói relacionamentos. Quando você ainda está pensando em termos de o que é seu e o que é dele(a). E o que cada um de vocês “ganhou” em dinheiro ou tempo. Enquanto você mantém uma pontuação em separado, você ainda não está pensando em vocês como um casal. Você tem apenas um colega de quarto.
É preciso chegar ao ponto em que você pode confiar no outro para desenhar a partir do mesmo conjunto. Se a menina diz que ela precisa de R$ 50 para um creme é preciso confiar que ela está sendo responsável. E quando seu trabalho lhe rende algum dinheiro extra, decidam juntos como será o gasto. Caso contrário, tudo se torna uma batalha.
Uma vez que você entra nessa besteira de pensar que o outro “deve” a você, é um redemoinho sem fim que se vai pelo ralo. E novamente a dívida não é sempre sobre o dinheiro, pode ser porque você fez mais tarefas domésticas na semana passada, ou por ter trocado mais fraldas, ou por não ter pulado na garganta dele quando ele esqueceu algo importante. O fato de você estar mantendo uma pontuação qualquer vá mata a relação.
 
1 – Você realmente entende o que “para sempre” significa
 
Muitas vezes, casamentos não começam com um gesto romântico ou uma proposta planejada. Pode ser um ultimato. Ela ou ele coloca um prazo: “Se não nos casarmos em julho, eu sigo em frente”. Nesse momento, não necessariamente se entende o que o “casamento” significa. Pode parecer somente um anel e um pedaço de papel que diz que oficialmente existe uma ligação.
Aí, depois de alguns anos você se senta sozinho no seu novo apartamento, tentando descobrir o que deu errado. Nesse caso, casar não foi uma coisa planejada, foi apenas o próximo passo, a próxima coisa que deveria ser feita.
 
Tente isto: Imagine que o casamento não existe. Imagine que você vive em uma sociedade onde o casamento não é esperado e onde você não precisa ficar dando explicações de por que não se amarrar. Imagine todas as pressões sociais indo embora. Você ainda faria a promessa de ficar com essa pessoa para sempre? Você vai se casar, porque você quer se casar? Ou apenas porque é isso que as pessoas fazem? Um número impressionante de casamentos acontecem por causa deste último caso.
 
É preciso perceber que existe um compromisso tão profundo que algumas pessoas estão dispostas a se vincular aos seus votos mesmo sem um pedaço de papel e uma orientação espiritual. Quando você está de fato apaixonado, se empenha em nunca trair, em confiar, em ser sincero, em não fazer cobranças. E o amor verdadeiro não é algo que se esgota em um dia, não precisa de “até que a morte os separe”. Mas e aí, preparado?