Eu tenho alguns segredos, você também tem não é?
São segredos que não revelo a ninguém, acho que não me entenderiam.
Não conto esses meus segredos porque não quero ser questionada, não desejo ser criticada, não preciso ser indagada de nada.
Meus segredos são meus, não pretendo dividi-los com ninguém porque ainda não encontrei alguém que possa ouvi-los, digeri-los e ao final me dar simplesmente um sorriso.
Não encontrei alguém que possa depois de escutá-los apenas dizer-me... Eu lhe compreendo!
Não encontrei um alguém especial que não me questione sobre tudo que ouviu, que não me exija minúcias, alguém que somente me ouça e me dê a certeza que entendeu tudo, até mesmo os detalhes que eu não contei.
Eu tenho enormes segredos guardados aqui dentro de mim. Eles me acompanham, e as pessoas que me rodeiam nem percebem, nem sonham.
Mas os meus segredos não são tão diferentes dos seus, por isso mesmo é que você está me lendo e se identificando comigo de uma forma ímpar.
Na verdade, segredos não são mistérios, eles são todos meio iguais.
Eles parecem só nossos, parece que só nós vivemos aquela situação, ou aquele sentimento, ou aquela dúvida, ou aquele estado de espírito, ou aquela fraqueza, ou aquela tentação, ou aquela insegurança, ou aquela vergonha, ou aquele desconforto, ou aquele medo, ou aquela revolta....
......mas não é verdade, todos sentimos tudo isso e todos nos tolhemos de contar a alguém por mil razões e a maior delas é o receio de ser criticado, de ser discriminado, de virar conversa fiada na mesa de um bar.
Mas eu ainda não encontrei ninguém confiável assim como você também não e na verdade nem tenho procurado, quero que meus segredos continuem guardados.
À noite quando eu me deito penso neles, converso com cada um deles, são na realidade os meus maiores ouvintes, porque não me perguntam nada, apenas me ouvem e quem dorme ao meu lado nem percebe, nem escuta a nossa conversa silenciosa.
Eu tenho segredos, uns impublicáveis, outros questionáveis, alguns discutíveis e ainda outros incabíveis, só eu mesma consigo carregá-los.
Eles são meus, sempre serão meus e o dia que eu partir daqui, que a minh'alma deixar o meu corpo, levarei cada um deles comigo para onde for... Porque não encontrei ninguém... Porque não tive a oportunidade de esbarrar com você que está lendo isso agora.
Quem sabe se tivéssemos nos conhecido teríamos nos entendido. Talvez você tivesse me contado os seus segredos e em troca eu lhe daria os meus.
Mas não aconteceu... Por isso vou continuar guardando esses meus segredos, mas se um dia nos cruzarmos, prometo... Eu guardo também os seus e em troca lhe entrego os meus.
Bom dia! :)
® Silvana Duboc
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique.As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 7 anos preparando-se para o passeio.Passados 6 meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal. Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal. (por ser a mais rápida)A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse.Três anos se passaram...... Seis anos........ e a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche.Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:'Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.'Algumas vezes em nossa vida as coisas acontecem da mesma forma.Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas.Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer o que nos compete. Como disse Mário Quintana: 'O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso'. Por isso, vivamos nossa vida e deixemos de nos preocupar com a opinião e o interesse dos outros por nós.'Não venci todas as vezes que lutei. Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar'
Em algum momento da vida, você já desperdiçou uma oportunidade que se apresentou como a chance da sua vida?
Talvez, motivado por algum acontecimento no passado, preferiu não “arriscar-se” ou melhor, não tentar.
Acontece com muitas pessoas. Comigo já aconteceu. Medo de não conseguir. Medo de assumir um “Compromisso” maior que me julgava capaz de realizar.
Não se preocupe. Todos nós somos passíveis de falhas, de medos. Mas também somos dotados de recursos naturais, espirituais e intelectuais, que nos tornam capazes de superar esses detalhes, quando identificados e aceitos.
Digo: aceitos. Por que só podemos mudar uma situação se a aceitarmos como algo que nos incomoda, nos impede de crescer e de nos desenvolver.
Creio que ilustrando esse raciocínio com uma historinha, vai ficar mais fácil a compreensão. Não é mesmo?
Certa ocasião, um menino que tinha adoração por patins, pediu, pediu, tanto fez que um belo dia, ele conseguiu seu objeto de desejo.
Ficou muito feliz com o par de patins, não desgrudava dele um minuto sequer, era dia e noite, o menino e os patins.
Mas aconteceu algo perturbador. No primeiro tombo, no primeiro arranhão, ele ficou com medo de estragar os patins e resolveu guardá-los.
Os patins ainda eram a coisa que ele mais queria, o que ele mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ele preferiu apenas ficar olhando e não usar mais para não estragar.
O tempo foi passando e os patins guardados. Passaram-se anos e o garoto esqueceu os patins.
Então, em um belo dia, ele se lembra, sente saudades e resolve recuperar o tempo perdido. Vai até o armário, revira tudo e finalmente encontra os patins. Corre para calçá-los e aí tem uma terrível surpresa.
Os patins não cabem mais no seu pé. O menino, acometido de profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos e que não vai mais poder recuperar. Poderia sim comprar outro par, mas nunca seriam iguais aqueles.
Assim como o menino da história, são as pessoas.
Guardam sentimentos, com medo de vivê-los, de se machucar e depois, quando resolvem retomar este sentimento, muitas vezes ele já passou de sua melhor fase. Aqueles patins eram especiais para o menino, eram únicos, por mais que comprasse outro não iria ser igual.
Por isso, devemos enfrentar cada oportunidade, cada desafio como algo único.
Que tal buscar lá no íntimo de cada um de nos a fagulha de coragem, determinação, força de vontade, para enfrentar os nossos medos, superá-lo e pelo menos tentar.
Existem momentos que a chance aparece, se não a agarrarmos, ela vai embora e há uma grande possibilidade dela não voltar mais.
Quando realmente tentarmos, pode ser que não haja mais tempo.
Então, não guarde os patins, apenas para não estragá-los. Mais tarde podem não servir pra mais nada a não ser lembranças.
Se fizermos isso, será como se deixássemos para ser feliz em outra Hora.
Pense a respeito. E aproveite esse momento para transformar seu dia num BOM DIA.
Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem.
Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza. Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.
E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.
Cansado se deitou embaixo de uma árvore. Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
-Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
-Ah, é você então o famoso cavalinho?
-Famoso, eu?
-É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta que você está procurando?
-É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
-Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
-Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
-E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
-Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
"Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui."
Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal muitas vezes, foi você mesmo que o colocou no seu dorso.
© Silvana Duboc
Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6h15 e viajava cinqüenta minutos até o trabalho......à tardinha fazia a mesma coisa, voltando para a casa.No ponto seguinte ao que homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:- Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela ?- Bom dia, respondeu a velhinha. - Jogo sementes...- Sementes ?... Sementes de quê ?- De flor.É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom.- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada ?- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água...- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho". O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio "caduca".O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto...... olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, perfumada, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e...nada !Acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo...- A velhinha das sementes ? Pois é, morreu de pneumonia, no mês passado...O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela, e sentiu uma lágrima correr pelo rosto, e um sorriso desabrochar em sua face..."Quem diria, as flores brotaram mesmo...""Mas, pensando bem, de que adiantou o trabalho da velhinha ? A coitada morreu, e não pode ver esta beleza toda que ela fora responsável...".Nesse instante, o homem escutou atrás de si, uma gostosa risada de criança...Num banco logo atrás, um garotinha apontava pela janela entusiasmada...- Olha mamãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis ?...e as branquinhas ?Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito...Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas.No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e, com um sorriso maroto nos lábios, tirou um pacotinho do bolso...